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domingo, 22 de dezembro de 2013

A publicidade na sociedade atual



Cada vez mais vivemos sob um sistema económico-politico capitalista, o surgimento da sociedade capitalista transformou as manifestações culturais em produto. Este cenário desencadeou a formação da indústria cultural.
Adorno e Horkheimer foram os primeiros a introduzir o termo da indústria cultural. Estes afirmavam que a máquina capitalista de reprodução e distribuição da cultura estava a apagar aos poucos a arte. Isso acontece porque o valor crítico das formas artísticas, é anulado por não permitir a participação intelectual dos seus espectadores, ou seja, estes não têm poder de decisão. A arte é tratada, simplesmente, como objeto de mercadoria e encoraja uma visão passiva e acrítica do mundo ao dar ao público apenas o que ele quer, desencorajando o esforço pessoal. As pessoas procuram apenas o conhecido, o já experimentado.
Um forte exemplo de indústria cultural é a publicidade, esta é uma pura representação do poder social. Os prédios, as ruas e os meios de transporte são invadidos por cartazes e luzes que anunciam os mais variados produtos, incentivando o consumo. A paisagem e a arquitetura são completamente esquecidas, as luzes cintilantes e as cores fortes dos cartazes fazem esquecer a essência da cidade. Muitas cidades, hoje em dia, já não conseguem viver sem essa publicidade, ao ponto de os próprios projetos paisagísticos contemplarem suportes específicos a pensar nas campanhas publicitárias, é o exemplo Times Square em Nova Iorque, onde as enormes campanhas publicitárias já se tornaram um ícone.
Nesta época natalícia, o poder que a publicidade tem ganha maior importância, as ruas enchem-se de pessoas que correm para as lojas, atraídas pelas promoções e pelas luzes de natal que apelam ao consumo. No Natal, de acordo com a tradição, as pessoas sentem-se obrigadas a dar prendas aos familiares e amigos, esta ideia consumista leva muitas pessoas a comprarem prendas aleatoriamente, sem terem em conta a necessidade e utilidade das mesmas. Isto prova que as pessoas muitas vezes não utilizam o espirito crítico e têm uma atitude passiva na vida e na sociedade. Cada vez mais, a publicidade leva a que as pessoas não pensem no que estão a comprar e apenas seguem os conselhos transmitidos pelos anúncios. A sociedade atual, impõe determinados estereótipos aos quais as pessoas já não conseguem fugir. Compram porque o “outro” compra, dão porque o “outro” dá. As pessoas devem ponderar mais as suas atitudes, terem uma posição mais crítica, para que a sua presença na sociedade não se torne monótona e apenas uma mera passagem pela vida. 

sábado, 23 de novembro de 2013

Novo acordo ortográfico


Ao longo dos anos a língua portuguesa tem sofrido muitas alterações. Em 1990 surgiu um novo Acordo Ortográfico[1], devido à chegada de termos de origem greco-latina para designar os avanços tecnológicos da época e termos técnicos em inglês, mas foi apenas em 1995, que Portugal aprovou oficialmente o documento de 1990. Contudo as alterações continuaram e em 2004, surgiu um Segundo acordo. Apenas em janeiro de 2010, o novo Acordo Ortográfico entrou em vigor em Portugal, havendo uma fase de transição que irá até 2016, data em que será obrigatório.
As mudanças ortográficas compreendem casos de supressão de consoantes mudas, eliminação de acentos gráficos, reformulação do uso do hífen, alteração no emprego da inicial maiúscula e a introdução de novas letras no alfabeto.
Existem muitas pessoas que estão contra o novo acordo ortográfico. Muitas consideram que o mesmo não respeita a origem nem a evolução natural da Língua Portuguesa. Acreditam que esta mudança criará muito caos no nosso país, na medida em que na fase de mudança existem muitas produções escritas que não respeitam nem um nem o outro, ou apenas os aplicam parcialmente, seguindo modelos e regras erradas que não respondem a qualquer norma.
Apesar de muitas pessoas estarem descontentes com estas mudanças, têm que as aceitar mais cedo ou mais tarde. Este processo é algo natural e não há razão para não acontecer.
“ O tempo altera todas as coisas; não há razão para que a língua escape a esta lei universal.” (Saussure)[2]
Saussure tinha toda a razão quando proferiu estas palavras, o tempo é um agente que modifica o universo, a língua é só mais uma dessas mudanças. Com a população, a tecnologia e outros elementos a nosso redor a evoluir cada vez mais, a linguagem não pode ficar para trás, tem que acompanhar essa evolução.   





[1] O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é o diploma que regula e pretende unificar a ortografia da língua portuguesa.


[2] Ferdinand De Saussure, pág.138, Curso de Linguística Geral. Lisboa: Dom Quixote

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