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domingo, 29 de dezembro de 2013

O perigo inconsciente




Hoje em dia está tudo na Internet. Se quisermos ouvir música ou ver um filme, se quisermos tirar uma dúvida a Matemática ou ajudar alguém nessas matérias, se quisermos simplesmente ver o que se anda a passar pelo Mundo, basta ligarmo-nos à Internet e já está. Hoje em dia, é impensável uma rotina diária sem passar por esta ferramenta que tem tanto de positivo, como de negativo. Numa questão de segundos, podemos estar ligados num sítio, onde também estão milhões de utilizadores por esse mundo fora. E é esse lado que torna tudo mais perigoso. Há que sensibilizar as pessoas que utilizam esta ferramenta para os perigos que dela advêm. 

São muitas as pessoas que não estão a par dos perigos que existem, apenas e só, por partilhar uma simples imagem na Internet. Custa-me compreender como é que há pessoas que partilham para, literalmente, todo o mundo online, imagens dos seus filhos, sobrinhos, enfim, de bebés, de crianças, de seres que não têm qualquer hipótese de se defenderem. É que, a partir do momento em que se aloja uma imagem na Internet, mesmo que depois se queira apagar, ela nunca se apagará. As imagens podem ser copiadas, coladas e/ou partilhadas por qualquer pessoa, em qualquer sítio. E nessa altura, já não possuímos qualquer controlo sobre ela. É um lado macabro sim. Mas é um lado que as pessoas estão, conscientemente ou não, a deixar-se levar pelo risco.

domingo, 24 de novembro de 2013

We need backup!



No século XVI, uma comunidade judaica de Praga, sentia-se ameaçada e teve a necessidade de inventar um golem. Um golem era uma personagem monstruosa, saída da lama, a quem foram dadas formas humanas, ainda que algo exageradas. Obviamente este golem era fictício. O golem era apenas algo que funcionava como uma defesa para esta comunidade, uma espécie de protecção em relação às perseguições de que eram alvos.

Hoje em dia, no nosso País, as áreas da Cultura e das Artes estão a ser muito afectadas pelos cortes exercidos pelo Governo. Cortes esses que levam muitas vezes à extinção de instituições famosas pelo grande benefício que dão a estas áreas. As Artes e a Cultura estão quase em vias de extinção. Ainda não estão, porque hão-de haver sempre pessoas interessadas e dedicadas a este mundo, que farão tudo para que nada termine da pior forma. É triste termos que assistir a tanta “monstruosidade” praticada por quem está acima de nós. Se calhar devíamos responder com uma outra “monstruosidade”… se calhar precisávamos do nosso próprio golem.