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domingo, 29 de dezembro de 2013

A LINGUAGEM NA ARTE

A arte constitui-se como uma linguagem. Exterioriza-se por um conjunto de sinais emitidos pelo criador e que o espectador interpreta em termos de significado.
Já sabemos que há diferenças entre a linguagem vulgar do sujeito e a linguagem da arte.

Pela exclusividade dos termos em que se expressa e também pela singularidade do conteúdo que tramite,a obra de arte exige uma leitura especial.
Os termos são ambíguos mas é essa ambiguidade que permite ao artista dizer o indizível e ao espectador projetar-se na obra,encontrando nela uma espécie de espelho dos seus estados mais íntimos.

Susceptível de tantas interpretações quantas as pessoas ,a obra de arte torna-se numa linguagem de vastos sentidos ,abrindo-se a varias analises e leituras.
A obra de arte é uma obra aberta.Entra num dialogo vivo com o sujeito que a observa e que a sobrecarrega com as suas significações pessoais.

Porém é sempre possível encontrar na obra um conteúdo renovado.E é isso que faz com que a obra seja verdadeiramente artística e não se esgote no "aqui" e "agora".

Dois elementos (sujeito e obra) , uma vasta linguagem.

domingo, 24 de novembro de 2013

EU-FE-MIS-MO



Do grego euphemismos, “bem dizer”  desde sempre foi utilizado para designar as formas de sentimentos desagradáveis, de pensamentos cruéis ou de palavras tabu, que se evitam pelo recurso a uma linguagem mais amaviosa, sem se perder o sentido original de vista.

Construimos o caminho pelo qual no conduzimos rumo á era do vazio,do supérfluo,do fugaz.O vazio habitável,uma vez que o conceito já havia sido explicado por Althusser, este referiu que o sujeito esta sozinho no mundo.E é a plena consciência da sua existência solitária que faz com que se vá construindo códigos ,aos quais atribuímos o nome de linguagem ,de comunicação para com os outros solitários sujeitos ,para com nós próprios e para com a paisagem que nos rodeia.

Absolvidos pela real condição de solidão é mais do que óbvio que lutemos contra os sujeitos e a paisagem inocula ao nosso redor.A arma que serve de ataque e de defesa creio que seja a da escolha das palavras que mais ou menos amadurecidas pela mente saem pela boca através de um controlado ruído. Ruído esse que devido ao sistema de interpretação de palavras do homem faz com que seja um "ruído " controlado ,é a esse mesmo controlo que chamamos comumente eufemismo..tantas vezes empregue por nós para exprimirmos um sentimento ou mesmo conferenciarmos uma ideia de modo suave,sem causarmos grandes assaltos e transtornos na alma do sujeito a que nos dirigimos.

No meio de tantos eufemismos a sociedade funde-se num bando de sujeitos que marcham rumo a um futuro onde o peso das palavras bem escolhidas,agradáveis,falseadas de modo a agradar o próximo e a subjugar o sujeito do presente é maior do que o peso das palavras sentidas,daquelas que não requerem suavizações e são transtornos da mente, palavras desagradáveis mas tão realistas e refletoras das reais condições da sociedade e do sujeito.
Quando se suaviza as palavras de modo a agradar os outros ,suavizasse também o pensamentos...aqueles que são únicos de sujeito para sujeito e eis que perdeu se a identidade de um pais,uma nação,uma civilização,uma tribo ,de um bando.

Por favor sejamos realistas para com a paisagem que os nossos olhos vislumbram e deixemos nos de meiguices nas palavras...as que muito tempo maturam na mente apodrecem na saída da boca.Perde se um verdadeiro pensamento e cria -se um falso sujeito afogado nos seus eufemismos.